A luz do sol entrava forte pelas janelas panorâmicas da cobertura, refletindo na piscina aquecida da varanda e fazendo a água brilhar como um espelho azul. Sofia acordou devagar, a cabeça latejando levemente da ressaca do happy hour — chopps demais, dança demais, ciúme demais. Por um segundo, desorientada, ela não reconheceu o lugar: teto alto, lençóis de algodão egípcio macios, o cheiro familiar de Lucas ao lado dela.Ele ainda dormia, de bruços, o braço estendido sobre a cintura dela como se, mesmo inconsciente, não quisesse deixá-la ir. O corpo dele quente, a respiração calma. Sofia virou-se devagar, olhando o rosto dele — barba por fazer, cabelo bagunçado, expressão mais tranquila do que nas últimas semanas.As memórias da noite voltaram: o bar, a dança com os colegas, Lucas aparecendo como um cavaleiro (ou controlador, dependendo do ponto de vista), a briga suspensa, a chegada à cobertura luxuosa que ela nem sabia que existia. “Nossa casa, se você quiser”, ele dissera.Ela suspir
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