Elena RossiHá momentos em que meu corpo fala. E há momentos em que a minha alma decide ficar.Durante muito tempo eu achei que essas duas coisas viviam em guerra. Que desejar era perigoso demais, que sentir era sempre o primeiro passo para perder. Mas naquela noite, enquanto o destino respirava junto conosco, eu entenderia algo maior.Naquela noite, eu descobriria que os dois podiam dizer a mesma coisa.Eu abri os olhos, que nem percebi que havia fechado, e me perdi nos dele. Ele se moveu devagar, penetrando-me com uma lentidão agonizante, centímetro por centímetro, permitindo que eu sentisse cada detalhe. Meu corpo se ajustou a ele, acolhendo-o como se fosse feito para isso, e um gemido escapou dos meus lábios, ecoando no quarto.Os movimentos começaram lentos, ritmados, como uma dança ancestral. Ele entrava e saía com precisão, nunca desviando os olhos dos meus, como se quisesse gravar cada expressão no meu rosto, cada suspiro. Um gemido escapou dos meus lábios, involuntário, carr
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