Receosa de que Joana percebesse seu estado, Adriana apressou o passo, afastando-se o máximo possível até encontrar um canto isolado no corredor do hospital, onde finalmente permitiu que as lágrimas corressem livres pelo rosto. Ela pressionou a garganta com força, sufocando os soluços para não emitir som algum, pois sabia muito bem que, no mundo dos adultos, o desmoronar emocional costuma ser um processo silencioso e solitário.Pouco depois, no entanto, passos se aproximaram e vozes familiares romperam o silêncio daquele refúgio improvisado.— António, obrigada por ter vindo visitar minha mãe hoje. Ela está muito mais animada do que nos últimos dias, e o médico disse que esse bom humor é essencial para a recuperação dela. — Disse a mulher, com um tom de voz doce e manhoso, carregado de uma intimidade evidente.A resposta veio logo em seguida, firme e acolhedora.— Não há motivo para formalidades entre nós. — Respondeu António, com suavidade. — Acabei de falar com o Sr. Gabriel e ele me
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