109. Nunca Doeu Tanto
“Ivy Collins” Não fechamos os olhos a noite toda. Passamos o tempo inteiro deitados, abraçados, em silêncio, só aproveitando o momento. Nenhum de nós sequer pensa em dormir. Como poderia, quando cada segundo que passa é um segundo a menos juntos? Então, inevitavelmente, o sol nasce e o dia chega. É hora de levantar, ou não vou conseguir sair daqui. E sei que, se não sair, tudo só vai piorar. Tudo vai se tornar mais perigoso e arriscado. Engulo o nó na garganta e me arrasto para fora da cama, tentando não pensar demais. Sigo direto para o closet, pego minha mochila e volto para o quarto. Começo a separar algumas roupas, dobrando cada peça devagar, como se o simples ato de arrumar tudo pudesse atrasar o inevitável. Lucas passa por mim, indo até o banheiro, mas para ao meu lado. Seus dedos roçam minha cintura por um segundo antes de continuar andando. Fecho os olhos, segurando a blusa com força. Alguns minutos depois, ele volta. Dessa vez, para atrás de mim, afastando meus cabe
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