Tiana Acordei com a luz cinza-azulada do amanhecer filtrando pelas janelas enormes do loft. O East River lá fora ainda estava escuro, mas os primeiros barcos já cortavam a água como sombras silenciosas. Meu corpo estava quente, pesado de sono e de tudo que não aconteceu na noite anterior. Eu não tinha ido embora. Depois do vinho, da comida tailandesa, das conversas alegres, dos beijos que pareciam nunca acabar, eu simplesmente… fiquei. Junior ofereceu o quarto, mas eu disse que o sofá era suficiente. Ele insistiu que eu ficasse no quarto principal, que ele dormia na sala. No fim, acabamos os dois na cama king size, cada um de um lado, com respeito, controle, sem se tocar além, como se houvesse uma linha invisível traçada no meio do colchão. Eu adormeci ouvindo a respiração dele, lenta e ritmada, e sentindo o cheiro dele no travesseiro: sabonete masculino, lençol limpo e algo que era só dele. Agora, de manhã, eu estava de lado, virada pra ele. O vestido preto ainda estava no corpo
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