25. corredores vazios
Arthur Suas íris violeta me hipnotizaram, naquela cor havia calor, inquietude e vida presentes em sua essência. Mais do que isso, aquele olhar carregava a contradição de uma criatura inocente e cheia de esperança com o peso de alguém que já viu coisas demais. E eu não conseguia esquecê-lo, apesar de nesse momento ser bem mais ameno que dá última vez.Eu estava prestes a falar sobre o assunto, quando notei que a jovem à minha frente parecia confusa ao me encarar.Ela não se lembra de mim?Piscando algumas vezes, a jovem voltou sua atenção para os materiais espalhados pelo chão, recolhendo os mapas, tentando compreender a ordem em que estavam antes.— Eu sinto muito, eu estou atrasada e perdida! — ela explicou, alcançando a carta aberta — Quando eu vi o corredor tão vazio, entrei em desespero.Eu levei minha mão até a dela para recolher a carta, mas antes que pudesse alcançá-la, ela observou os vincos, dobrando com agilidade. — O que é tudo isso? — ela perguntou, me entregando tudo
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