CAP. 142- O Homem morreu e o monstro nasceu
POV/ ADRIANAs horas seguintes foram o equilíbrio entre o céu e o inferno. Eu levei minhas filhas para casa, segurando-as como se o mundo fosse acabar se eu as soltasse. Adelaide já estava lá, com o rosto banhado em lágrimas, e me ajudou a cuidar delas.Eu não deixei que ninguém mais as tocasse. Eu mesmo as levei para o banheiro. Preparei a banheira com água morna, o vapor subindo e embaçando os espelhos. Com as mãos ainda trêmulas, mas carregadas de uma paciência que eu não sabia que tinha, dei banho em cada uma. Lavei o barro de seus cabelos, limpei os arranhões com cuidado, sentindo cada soluçozinho que elas ainda soltavam. Depois, sentei-me com elas no tapete felpudo e desembaracei seus cabelos com o pente, mecha por mecha, como se estivesse manuseando a seda mais cara do mundo.Nós jantamos ali mesmo, no chão do quarto, uma sopa quente que elas tomaram devagar. O silêncio da mansão agora era preenchido pelo som da mastigação delas, o que era música para os meus ouvidos.Na hora d
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