Dean SinclairAs sirenes soavam ao longe, quase seis minutos depois de terminarmos a ligação. Não havia como esconder as provas, e talvez fosse o maior erro da minha vida, mas eu precisava arriscar.Não colocaria a vida de uma mulher que não entendia os riscos de se envolver com o desgraçado apenas para matá-lo. Não arriscaria ser preso se realmente não acreditasse na merda que ouvi ao lado da casa.E, de forma inacreditável, foram apenas dez minutos até que as sirenes começassem a ecoar na rua, em frente à maldita casa do desgraçado. Algumas pessoas remexiam em suas cortinas, nervosas demais para irem até o lado de fora, e curiosas o bastante para ignorar o barulho que vinha da casa do cirurgião renomado.Eu, por outro lado, apenas observei, sem cigarro desta vez, sem a vontade de incendiar o primeiro andar inteiro e o assistir correr para fora como uma barata em chamas. E tudo porque, nada pagaria o preço de vê-lo preso, algemado. Porque nós dois sabíamos que, para um homem como ele,
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