O carro reduziu a velocidade ao entrar na estrada de terra. A mudança foi imediata. Menos ruído, menos movimento, menos pressa. O som dos pneus sobre o chão irregular substituiu o fluxo contínuo da estrada e, aos poucos, a paisagem começou a se abrir em algo mais amplo, mais silencioso. Helena olhou pela janela. O lago apareceu primeiro. Calmo, quase imóvel, refletindo a luz da manhã como se o tempo ali passasse em outro ritmo. Árvores altas cercavam a área, criando uma sombra natural que tornava tudo mais fresco, mais contido. O carro parou alguns metros adiante. Henry não esperou. — Chegamos? — perguntou, já soltando o cinto antes mesmo da resposta. — Henry — Helena começou, mas já era tarde. Ele abriu a porta e saiu correndo, atravessando o gramado em direção ao lago como se conhecesse aquele caminho desde sempre. — Cuidado! — ela chamou, descendo logo em seguida. O ar ali era diferente, mais limpo, mais leve, e Helena deu alguns passos à frente, acompanhando Henry com o
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