Na manhã seguinte ao jantar na casa do pai de Dante, Laena acordou com a sensação de que havia atravessado uma tempestade silenciosa. O corpo ainda carregava o cansaço emocional da noite anterior, e por alguns minutos ela permaneceu deitada, observando a luz suave que entrava pelas cortinas do quarto.Dante ainda dormia.Era raro vê-lo assim, completamente relaxado. Durante o dia ele sempre parecia dominar o ambiente, controlar cada detalhe ao redor. Mas ali, naquele momento, com o rosto parcialmente enterrado no travesseiro e a respiração lenta, ele parecia apenas um homem que precisava descansar.Laena apoiou a mão sobre o ventre, num gesto que começava a se tornar automático.Grávida.A palavra ainda parecia nova dentro dela.Antes que pudesse continuar os próprios pensamentos, o celular sobre a mesa de cabeceira vibrou. O nome de Helena apareceu na tela.Laena atendeu.— Bom dia — disse, ainda com a voz baixa.Do outro lado da linha veio um silêncio curto, seguido de um suspiro qu
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