A casa aprendia um novo ritmo. Não havia pressa, nem o tipo de silêncio que antecede decisões difíceis. Era um silêncio funcional, composto por movimentos previsíveis e escolhas repetidas com constância. Dominic percebeu isso ao caminhar pelos corredores numa manhã clara, quando o sol ainda não alcançava totalmente o jardim interno. Cada passo ecoava menos — não por mudança acústica, mas por ausência de tensão.Ele parou diante da janela do escritório menor, aquele que antes servia apenas como apoio. Agora, tornara-se o espaço onde resolvia o que precisava ser resolvido sem se afastar do centro da casa. O computador estava ligado, os relatórios abertos, mas nada exigia urgência. A reconstrução administrativa seguia seu curso como um processo de sedimentação: camadas se assentando, uma sobre a outra, até que a base se tornasse confiável.Anthony havia deixado anotações objetivas na noite anterior. Nada dramático, nada surpreendente. Ajustes de imagem, encerramentos formais, respostas q
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