༺ Pedro Albuquerque ༻O silêncio no meu escritório era sepulcral, contrastando com o frenesi que eu sabia estar ocorrendo nos andares debaixo.Através da vidraça, via o movimento dos repórteres lá embaixo, pequenos como formigas famintas esperando o banquete dos restos da minha dignidade. Toda essa mídia lá embaixo parece um bando de abutres esperando a carniça para arrancar o primeiro pedaço da carne podre. Realmente meu dia começou uma merda.Servi uma dose generosa de uísque, o líquido descendo como brasa, e acendi um charuto. O aroma denso do tabaco era a única coisa que me ancorava à realidade enquanto assistia ao meu império desmoronar.Tudo que construir por anos estava virando ruínas e não havia mais volta. Meus sócios tudo se afastaram os investidores tiram seus investimentos não restava mais nada para recuperar.A porta abriu num baque. Kátia, minha secretária de anos, entrou com o rosto transfigurado pelo pânico, segurando seu tablet como se fosse um escudo.— Senhor, o qu
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