BRENDA Respirei fundo. Eu sabia que precisava dizer a verdade, exatamente como tinha visto. Não era sobre ousadia. Era sobre proteger três crianças feridas. — Senhor Brandon… — comecei, sentindo minhas mãos suarem — a primeira coisa que eu vi quando entrei nessa casa hoje, vindo apenas para fazer a faxina no lugar da minha mãe, foi uma profissional… ou melhor, uma pseudoprofissional, que se diz Nani, formada, com diploma, psicologia, psicopedagogia, tudo o que o currículo chama de preparo… saindo por aquela porta gritando como louca. Toda suja de tinta, com uma mala na mão, berrando que “por dinheiro nenhum no mundo” ficaria nesta casa para cuidar de demônios. A palavra ainda queimava na minha garganta. — Ela chamou seus três filhos de demônios. — repeti, mais devagar, para que ele absorvesse. — E sim, senhor, eles estavam rindo… mas quando ela os chamou assim, quando ela disse aquilo, eles congelaram. Ficaram em choque. A Dona Laura tentava conversar, pedir calma, mas a Nani
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