Simon Kaelen— Libera a janela, Kaelen — Helena exigiu, abanando-se com as mãos trêmulas.Pelo espelho, notei que a sua pele, recentemente mais clara, ganhava um tom avermelhado, quente. Os olhos dela brilhavam, marejados de lágrimas, o que me trouxe uma onda imediata de satisfação ácida.— Estou com calor — ela rosnou, se abanando.Eu não abri. É evidente que não. Queria vê-la no seu limite absoluto, implorando, rastejando-se aos meus pés até que aquele orgulho maldito morresse de uma vez por todas. Se não fosse ali, na estrada, seria na chácara. Mas ela não disse mais nada; preferiu o silêncio rígido. Foquei os olhos na estrada escura por alguns instantes, até que procurei o seu reflexo outra vez pelo retrovisor.A sua blusa estava completamente aberta; ela puxava a camisa, desabotoada, para fora da calça.O seu corpo fisgou os meus olhos como um ímã potente. A peça de baixo tinha um tom nude e, mesmo sendo uma cor neutra, contrastava de forma violenta com a textura da sua pele exp
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