TARYNRepito as palavras devagar.Observando cada movimento da mão pequena enquanto Lydia tenta acompanhar no caderno apoiado sobre os joelhos.— Mais uma vez — murmuro, inclinando levemente a cabeça.Ela franze a testa, concentrada, a língua presa entre os lábios enquanto escreve.As letras saem tortas.Inseguras.Mas estão ali.Isso já é o bastante.— Muito bem… — digo, mais suave.Ela ergue os olhos para mim.Há algo ali.Não é alegria.Ainda não.Mas também não é só medo.E isso aperta algo dentro do meu peito.Eu ajusto o caderno no colo dela.— Você está melhorando.Ela não responde.Mas não desvia o olhar.E, por um instante, esse lugar não parece uma prisão.As portas se abrem de forma repentina, quebrando o silêncio acolhedor.Meu corpo inteiro se enrijece.Lydia se assusta, o lápis escorregando dos dedos.Eu já estou de pé antes mesmo de pensar.Duas mulheres entram.Eu reconheço uma delas.Ela sempre traz a comida, mas nunca fala.Nunca olha diretamente para mim.A outra é
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