127. A GÊMEA DESPREZADA
NARRADORA —¡Não, não, não! —gritou Savannah, desesperada, ao chegar à beira de um precipício profundo. A outra margem estava logo ali, tão perto e, ainda assim, tão longe, porque entre sua salvação e a morte pendia uma ponte velha que estava nos seus últimos suspiros. "¡Savannah, a Alfa está em cima da gente!" gritou sua loba em pânico, mas uma de suas patas escorregou na borda e seus olhos viram direto uma queda que significava a perdição. Ela olhou para o outro lado com puro terror, observando as cordas desfiadas prestes a ceder, as tábuas podres, os trechos quebrados. Tudo naquela ponte gritava que não aguentaria mais nenhum viajante. Mas era uma morte “quase” certa… ou uma morte completamente certa. "¡Vamos, avança!" decidiu Savannah, mas sua hesitação, aqueles dois segundos de dúvida, custaram caro demais. Um rugido explodiu às suas costas, uma aura violenta que se expandiu como uma ordem superior. Sua Omega girou rápido, desviando por pouco das presas da Alfa qu
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