No impulso, cheio de raiva, saí do quarto. No corredor, me agachei, tomado por um mal-estar terrível. A cabeça girava, o peito apertava.Uma enfermeira se aproximou, preocupada.— Está se sentindo mal? — perguntou, com voz suave.Neguei com a cabeça, incapaz de falar.— Darian, está tudo bem? — Julian se aproximou, tocando levemente meu ombro.Afastei a mão dele de forma brusca. A raiva me consumia por dentro. Cada revelação ainda martelava nos meus ouvidos.— Calma, irmão — disse ele, tentando manter a serenidade. — Sei que não é fácil descobrir a verdade assim... Mas você precisa se controlar.— Se controlar? Você fala como se fosse simples! Acabei de ouvir barbaridades sobre minha esposa. Tem noção do que isso significa para mim?— Foi um baque, eu sei... Mas, se quiser, podemos ir para um lugar mais tranquilo. Você precisa se acalmar — sugeriu ele.Fiquei em silêncio por alguns minutos. Antes de dizer:— Quero saber de tudo, nos mínimos detalhes.— Tudo bem — concordou, abrindo a
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