Ayla acordou às três da manhã com o coração batendo num ritmo que não era o seu.Ficou parada, de costas, olhando para o teto do quarto. A respiração veio funda, lenta, deliberada — o mesmo exercício que Dorian lhe ensinara meses atrás, quando os pesadelos ainda vinham toda noite e ela não sabia como aterrissar de volta em si mesma. Inspire pelo nariz, quatro tempos. Segure, quatro. Solte pela boca, quatro. Repita até que o mundo volte a ter chão.O mundo voltou a ter chão. Mas a frequência continuou.Era assim que ela sentia as presenças — não como vozes, não como imagens. Como frequências. Ondas que batiam nela de maneiras diferentes dependendo da natureza de quem as emitia. Os lobos da matilha Blackwood tinham uma frequência quente e densa, como o grave de um instrumento que você sentia mais no peito do que ouvia com os ouvidos. Dorian era outra coisa — mais fria, mais precisa, como a nota alta de um violino tocado num quarto vazio.O que chegava agora era diferente de tudo que ela
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