Passei a noite acordada.Não foi difícil — o sono não chegaria mesmo que eu tentasse. Fui para a borda da floresta depois que todos foram embora, e fiquei sentada numa raiz velha com as costas num carvalho que tinha pelo menos duzentos anos, olhando para o céu que escurecia e as estrelas que apareciam com aquela paciência de coisas que existem há mais tempo do que qualquer decisão que você vai tomar.Dorian veio me encontrar duas horas depois do por do sol.Não disse nada. Sentou ao meu lado na raiz — que era larga o suficiente para os dois se for assim que você mede — e ficou olhando para as mesmas estrelas com aquela presença quieta que havia aprendido a ser a coisa certa no momento certo.— Vai me dizer o que acha? — perguntei, eventualmente.— Não — disse.— Por quê?— Porque não é minha escolha. — A voz estava baixa, real. — E porque o que eu quero que você decida é egoísta. — Uma pausa. — E você merece melhor do que minha versão egoísta.Virei o rosto para ele.— Me diz assim me
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