O quarto ainda estava em silêncio quando as primeiras luzes do amanhecer começaram a atravessar as cortinas, e Valentina abriu os olhos. Por um instante, ficou ali, imóvel, sentindo o peso leve do descanso no corpo, como se ainda estivesse entre o sonho e a realidade. Mas foi o movimento ao lado que a trouxe de volta.Rafael já estava de pé, vestindo a camisa com a mesma calma de sempre, os gestos precisos, naturais, como se cada detalhe fosse parte de um ritual que ele dominava perfeitamente. Valentina apoiou a cabeça no travesseiro e o observou sem pressa, não apenas pelo que ele fazia, mas pela forma como fazia — sem esforço, sem pressa, sem necessidade de provar nada.— Vai continuar me olhando assim? — ele perguntou, ajustando o relógio no pulso.Ela não respondeu de imediato. Deixou o silêncio passar por um segundo antes de falar, a voz ainda baixa, carregando o resquício do sono.— Depende… você vai me dizer o que está planejando?Rafael ergueu o olhar, encontrando o dela com f
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