— Amber, meu amor — ele disse, avançando para um abraço que eu não desejava. — Juan? O que você está fazendo na minha casa? — perguntei, a voz saindo mais fria do que eu pretendia. Ele começou a narrar uma história de redenção que soava como um script mal ensaiado de um drama de baixo orçamento. Disse que vira a reportagem e decidiu preparar o meu retorno. Limpou o apartamento, estocou a despensa com meus alimentos favoritos e afirmou, com uma sinceridade que me parecia falsa, que agora trabalhava arduamente como frentista e lavador de carros. — Eu mudei, Amber. Tive uma experiência de quase morte e percebi o quanto fui um idiota com você. Eu mereço uma segunda chance, não mereço? — Ele se aproximava, o olhar suplicante. Antes que eu pudesse reagir, ele me envolveu em um beijo forçado. Fiquei paralisada, os olhos abertos, sentindo uma repulsa visceral que subia pela garganta. O toque dele, que antes era familiar, agora parecia a invasão de um parasita. Ele tentava forçar uma intim
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