Skylar JohnsonComo planejado, entrei na clínica no dia seguinte com uma pequena garrafa de licor artesanal escondida na bolsa, camuflada em uma embalagem de presente. Eu precisava manter o desmame químico de Rosângela, apesar das ordens do senhor Taylor. No entanto, dessa vez, algo estava diferente nela. Ela parecia mais presente, com o olhar focado, menos perdida naquele nevoeiro mental dos dias anteriores.Ao me ver tirar a garrafa da bolsa, seus olhos brilharam com o desespero típico do vício. Ela estendeu a mão, mas eu a detive com um gesto firme. Antes da "medicina", precisávamos de um acordo.— Escute bem, Rosângela. Eu sou a pessoa que mais torce pela sua saída daqui, mas o esforço real tem que vir de você. Se quer o controle da sua vida de volta, precisa provar que consegue se manter firme. Sem gritos, sem insultos. Se o caos começar a subir na sua mente, cante. Já ouviu que quem canta seus males espanta? — Perguntei, oferecendo um sorriso encorajador.Ela deu um sorriso míni
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