488. SOMOS OS CHEFES
LILIAN:Alessandro separa-se de mim, afastando-se. Baixa a cabeça e aperta a ponte do nariz como faz sempre que algo o incomoda.—Isto não vai funcionar, Lili, não vai funcionar —diz pondo-se de pé—. Jamais te vais submeter completamente à minha autoridade.—Sim, sim, Ale, fá-lo-ei, fá-lo-ei —apresso-me a dizer—. Mas, por favor, não me ponhas a fazer sexo com outro homem, não o faças. Tem de haver um limite.Não diz nada de imediato. Só me olha com o rosto ensombrado. Para meu alívio, diz que podemos pôr limites. Isso enche-me de esperança e olho-o nos olhos.—Embora, Lili. Imagina que me apanham, que a única solução que encontres seja seduzir o meu inimigo para me salvar —e com voz mais grossa continua—: —Não poderias fazê-lo, porque ainda não sabes separar o que é o puro sexo de fazer amor. Não sabes o que é a entrega e a lealdade total. Ser capaz de entregar a própria vida de um pela do outro. Como o fizeram os meus homens por ti, Lilian. Não, isto não tem sentido; nunca poderás co
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