482. ENTRE MARIDO E MULHER
LILIAN:Olho para Alessandro sentindo um grande medo. Já tinha vislumbrado este homem algumas vezes, mas nada como isto. Cada vez que se aproxima, sinto que me vai bater e recolho-me sobre mim mesma. —Os meus homens, o melhor do melhor em pessoas, não te importou que fossem feridos uma e outra vez, não te importou, Lilian —posso ver que está a descarregar toda a fúria que aguantou todo este tempo—. Isso não é ser um bom chefe, é ser o pior de todos! Que te obedeçam não quer dizer que os mandes morrer por não te deteres a pensar que a vida deles é tão valiosa como a tua! —Ale, eu..., eu..., eu... —tento falar, mas as lágrimas começam a rolar pelas minhas faces. —Não chores, Lilian Minetti, não quero ver uma única lágrima tua! —pede-me sem ceder na sua fúria—. Não tens permissão para chorar, porque se o fizeres, vais saber quem sou na realidade, Lilian! Seca essas lágrimas e que não as volte a ver! De repente, senti que não podia respirar. As minhas mãos estavam trémulas e continuava
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