417. A HISTÓRIA DE MIGUEL
ALESSANDRO:Nós paramos longe, mas conseguimos ouvi-los, até que eles param em frente a uma casinha. Eles descem, pegam a maleta que Estefan entrega e entram. Demoram cerca de meia hora; depois, saem se despedindo com abraços e beijos de uma senhora. Conseguimos ouvir o que conversam ao entrarem nos carros.—Nana, avise-me quando você for operada; eu vou cuidar de você —diz Miguel, sem soltar o abraço de uma idosa. —Tem certeza de que não quer ir comigo? Meu Papichuli é um doutor incrível e tem um hospital; ele poderia operar você.—Já te disse que não gosto de andar de avião, e quando eu ver esse que você diz, eu vou acreditar —protestou a senhora, com um grande sorriso olhando para Miguel. —Agora pare de correr à noite e cuide-se. Da última vez, por pouco te matam. Ainda a cada momento vem aquele desgraciado perguntar por você. Cuide-se, Migueliño, e obrigado por não se esquecer de mim, filho.—Rufo, não se sinta traído —disse-lhe calmamente, carregado com a autoridade que me caract
Leer más