Horas passaram, dias passaram e, quando Darya deu por si, já tinham passado duas semanas desde que Matteo estava no hospital. Para ela, aqueles dias pareciam todos iguais: longos, silenciosos e cheios de ansiedade. Os médicos diziam que ele estava a recuperar bem. No dia anterior tinham-no retirado do coma induzido e, segundo eles, agora era apenas uma questão de tempo até que Matteo acordasse. Mesmo assim, a espera parecia interminável. Darya passava mais tempo no hospital do que em qualquer outro lugar. Já quase não ia ao trabalho e mal atendia o telemóvel. Nada lhe parecia importante naquele momento. A única coisa que realmente importava era Matteo. Os seus sogros insistiram para que ela ficasse na casa deles enquanto tudo aquilo acontecia. Diziam que não queriam que ela estivesse sozinha naquela fase difícil. No início, Darya tentou recusar, mas acabou por aceitar. Conhecia-os bem demais para saber que discutir seria inútil. Além disso, no fundo, aquela companhia ajudava-a mais
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