Darya sustentou o olhar, sem suavizar completamente mas também sem fechar. Porque, pela primeira vez, aquilo não parecia impossível. No meio da sala, Myrcella continuava a brincar, completamente entregue ao seu mundo. E talvez fosse exatamente isso que tornava aquele momento tão marcante não o facto de tudo estar resolvido, mas o facto de, pela primeira vez, nenhum deles ter destruído o que podia começar a ser construído. ✬ O tempo, dentro daquela sala, pareceu passar de forma diferente. Não mais pesado, como no início, nem completamente leve, mas com uma fluidez nova, construída aos poucos através de pequenos gestos, perguntas simples e uma proximidade que, apesar de recente, já não parecia forçada. Ainda assim, como tudo o que era estruturado, o encontro tinha um fim. A profissional aproximou-se com discrição, aguardando o momento certo para intervir, sem quebrar abruptamente o ambiente que se tinha criado. — Myrcella — chamou com suavidade — queres vir comigo um bocadinho? T
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