Sete dias se passaram desde que Jackson acordou. Para um homem acostumado a impor a lei nas ruas de Riverwood e proteger a própria casa com os punhos e com o distintivo, a imobilidade era uma tortura física excruciante.Mas a verdadeira humilhação vinha de dentro. Vinha da fraqueza.Jackson olhou para a pequena mesa de cabeceira de metal ao lado da maca. Havia um copo de plástico transparente ali, cheio de água pela metade.Sua garganta parecia forrada com vidro moído. O tubo de oxigênio que usara nos primeiros dias havia deixado sua traqueia em carne viva. Ele precisava daquela água.Ele apertou os dentes, ignorando o aviso que seu cérebro enviou.Jackson forçou o ombro direito para frente. O gesso no braço esquerdo pesava como uma âncora de chumbo, desequilibrando seu centro de gravidade.O movimento foi mínimo, mas as suturas que fechavam o rasgo em suas costelas gritaram em protesto. O couro de sua pele repuxou, e um gemido rouco, humilhante e contido, escapou por entre seus lábi
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