A sede do Grupo Albuquerque, na avenida mais nobre de São Paulo, tinha um movimento incomum naquela manhã.Quando Fernando atravessou o saguão, o silêncio foi imediato. O presidente do conselho, e principal investidor, raramente aparecia ali. Sua presença, sempre discreta, agora era uma tempestade anunciada.Ele caminhava como quem carregava um propósito e uma dor transformada em aço. Subiu direto para o último andar, acompanhado por Adriano e Carlos. O ar ali parecia mais frio.A secretária da presidência, Patrícia, levantou-se nervosa.— S-senhor Albuquerque… não sabíamos que o senhor viria hoje.— Pois é. — Ele passou sem parar. — Isso vai acontecer com mais frequência.Ao entrar em sua sala, um espaço moderno, amplo, quase intocado, com o vidro de parede inteira exibindo São Paulo. — Quero tudo funcionando em quinze minutos — disse, sem elevar o tom, mas com uma firmeza. — E chame o conselho executivo. Reunião em uma hora.A secretária, Patrícia, que sempre mantinha a postura imp
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