Sara Ventura O Pacífico Sul não se parece com nada que eu já tenha experimentado na Faria Lima. Não há o zumbido dos servidores, o tilintar dos elevadores ou o som de conversas abafadas sobre o fechamento do mercado. Aqui, em Bora Bora, o silêncio é preenchido apenas pelo movimento rítmico da água batendo nos pilares da nossa villa sobre o mar. Um som orgânico, constante e, estranhamente, muito mais perturbador do que qualquer crise financeira.O presente de casamento de Dante e Stella foi, previsivelmente, extravagante. Uma ilha privada, um bangalô que mais parecia um palácio flutuante e a promessa de dez dias onde a Holding Moratti deixaria de existir. Pela primeira vez na vida, eu não era a Diretora Estratégica. Eu não era a herdeira. Eu era, simplesmente, a mulher de Gabriel Ventura.E Deus, como eu gostava do som disso.Eu estava na varanda de madeira escura, observando o sol se despedir em um espetáculo de laranjas e violetas que fariam qualquer filtro de rede social parecer um
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