Tessa Martins O caminho do hospital até a casa de Alexandre e Elena foi preenchido por um silêncio reflexivo dentro do carro. Eu olhava pela janela, vendo o reflexo do anel de compromisso no meu dedo brilhar contra as luzes da cidade, e pensava em como as engrenagens do destino giram. Quando eu disse aquelas palavras para Stella e Dante, não foi por protocolo. Eu queria que eles entendessem, de uma vez por todas, que minha ausência de quatro anos não foi um ato de vingança calculado, mas um instinto primitivo de proteção. Eu não queria punir os Moratti; eu queria salvar o meu filho de um sistema que, na época, parecia pronto para triturar qualquer coisa que não se encaixasse no padrão.Mas agora, vendo a angústia de Elena, eu percebi que o ciclo de dor precisava parar em mim. Eu não desejava para ela nem um segundo da solidão que enfrentei. Ela não merecia perder a oportunidade de ter o marido ao lado, vivenciando o milagre do nascimento, por causa de erros que ele cometeu em uma vid
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