Olívia parou a poucos passos dele. As mãos se fecharam em punho, as unhas quase marcando a própria pele.— Foi você. — disse, mesmo com a voz carregada — você mandou fazer aquilo com o meu irmão.Alberto não respondeu de imediato. Apenas a observou em silêncio, como se avaliasse cada tremor, cada respiração, cada fissura prestes a se abrir nela. Então soltou um leve riso pelo nariz, desviando o olhar por um segundo enquanto ajeitava o punho da camisa.— Você realmente acha… — começou, a voz baixa, controlada — que alguém na minha posição… suja as próprias mãos?Fez uma pausa e voltou a encará-la.— Eu não faço esse tipo de coisa.Olívia deu um passo à frente, o corpo inteiro tensionado.— Para de jogar comigo! — a voz subiu, tremendo de raiva — você acha que eu não entendi?Alberto ergueu levemente a sobrancelha, mas não perdeu a calma.— Cuidado… — murmurou, baixo, mas firme — você está na minha casa.Ela soltou um riso seco, sem humor algum.— Que se dane que estou na sua casa. Eu e
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