Clara VasconcelosEu sempre imaginei esse dia de um jeito quase cinematográfico: eu, atravessando o campus com uma mochila no ombro, cheiro de livro novo no ar, um café na mão e a sensação de que, finalmente, a vida estava começando de verdade. Durante muito tempo na minha vida eu imaginei, só não esperava que isso ia se concretizar. A realidade foi um pouco mais… barulhenta. E com Giovanna na direção, não tinha como ser diferente.— Respira, cunhadinha — ela disse, pela terceira vez, enquanto manobrava o carro importado na entrada da universidade. — Você tá com a cara de quem vai ser fuzilada, não de quem vai realizar um sonho.Eu tentei rir,
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