Narrado por Lyandra Meu pai ergueu o rosto, os olhos inchados de chorar. — Eu nunca deixaria de te amar, filha. Nunca. Você precisa saber disso. — Eu sei, pai—respondi, a voz ainda trêmula. — Mas antes eu não sabia. Eu era só uma criança, e acreditava em tudo o que eles me diziam. Ele balançou a cabeça, o peso da culpa visível em cada traço do seu rosto. — Me desculpa, Lyandra. Me desculpa por ter sido tão cego. Eu deveria ter visto. Deveria ter protegido você. Toquei seu rosto com as mãos, sentindo as lágrimas escorrerem pelos meus dedos. — Eu sempre te perdoei, pai. E sempre te amei. Porque, apesar de tudo, você foi um pai maravilhoso. Incrível. Você sempre me amou e me protegeu—até do mundo em que viveu. Ele me olhou confuso. — Do mundo em que vivi? — Antes, ninguém sabia de mim. Eles diziam que era porque você tinha vergonha de mim—olhei rapidamente para Gianluca, que discretamente se afastara alguns passos, o celular no ouvido, nos dando espaço—, hoje eu sei que era para
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