"Júlia"Romeo, no dia seguinte, quis ir para o quarto dele. Disse que não suportava o quarto hospitalar, que, mesmo sendo um espaço dentro da residência, ainda parecia um hospital.Concordei e o ajudei a se instalar no quarto — o que, na verdade, ajudava com o meu plano.Aproximei-me da cama com calma, controlando cada expressão. Ele precisava ver o de sempre, lealdade, dedicação… amor.— O importante é que você já está bem melhor — falei, suave. — E agora precisa descansar.Ele assentiu, mas os olhos não paravam quietos. Observando. Pensando. Nem perguntou da minha gravidez, mal-humorado, querendo apenas voltar ao ritmo normal.— E o Viktor? — perguntou mais uma vez.— Não sei, amor, ele não voltou ainda. — Chama o Igor — ele ordenou, seco. Era assim que falava comigo desde que acordou.— Claro.Igor era um cara alto, parecia um armário. Eu não tinha muita certeza da função dele, mas ficava do lado de fora, com os seguranças, e sempre estava falando com Viktor. Nunca tinha trocado m
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