"César"Quando Júlia pediu para sairmos, espairecer um pouco, eu fiquei relutante. Mas me fez perceber o quanto era absurdo mantê-la quase presa em casa, já que quase não saía, a não ser para circular pelo condomínio.Além disso o lugar era famoso. Agora, como dono de uma casa noturna, eu prestava atenção em estabelecimentos do mesmo tipo. Não era exatamente uma balada, mas um espaço para comer, beber e ouvir música ao vivo, samba, pagode, dependendo do dia. Era interessante observar. Talvez eu abrisse algo parecido no futuroJúlia estava linda. E parecia feliz, depois de tanto tempo confinada e acuada, havia um brilho diferente nela.Escolhemos uma mesa mais afastada, e pedimos petiscos e bebidas. Ela pediu suco; não podia beber. Eu observava o ambiente com atenção, público, cardápio, preços, fluxo de atendimento.— O que você está fazendo? — ela perguntou, me vendo analisar o cardápio com concentração excessiva.— Vendo o que eles servem, meu novo vício é analisar cardápios. Ela so
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