Capítulo 242 Manuela Strondda Lindström Nós voltamos para a cama, mas a palavra dormir deixou de existir naquela casa. Assim que a porta foi fechada, o silêncio caiu pesado. O chuveiro ainda corria no banheiro, esquecemos completamente de desligá-lo. A água batendo no piso de mármore fazia um ruído constante, quase hipnótico. Mas nada ali era capaz de acalmar minha mente. Hugo sentou na beira da cama primeiro. Os cotovelos apoiados nos joelhos, as mãos unidas diante da boca. Os ombros largos estavam tensos, rígidos, como se o corpo dele ainda estivesse preparado para lutar. Eu caminhei até ele devagar, não disse nada. Apenas desliguei o chuveiro e voltei. Quando me deitei ao lado dele, ele continuou olhando para o nada por alguns segundos. O quarto estava escuro, iluminado apenas pela luz fraca do corredor entrando por baixo da porta. Então, finalmente, Hugo falou. A voz saiu baixa. — Ele acreditou em mim... A frase pareceu escapar dele sem controle. Ele passou
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