A semana seguinte começou com uma presença constante, quase silenciosa, de Daniel na vida de Melissa. Não era invasiva, tampouco declarada. Manifestava-se em gestos pequenos: mensagens pela manhã perguntando se ela havia dormido bem, cafés deixados na portaria do prédio quando ele sabia que ela teria um dia longo, convites simples para caminhar no fim da tarde ou dividir uma refeição sem compromisso.Melissa percebeu, com certa surpresa, que não se sentia pressionada. Não havia expectativa no ar. Daniel parecia compreender exatamente o limite invisível que ela precisava manter para continuar respirando.— Você está diferente — Helena comentou certa noite, enquanto organizavam a cozinha após o jantar. — Mais… inteira.Melissa pensou antes de responder.— Acho que estou menos fragmentada — disse, enfim. — Não fico mais esperando algo acontecer para começar a viver o dia.Helena sorriu, satisfeita.— Isso é libertador. Mesmo que doa um pouco no começo.Havia uma semana que Melissa não re
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