112. O caminho das pétalas brancas
Naquela noite em que chegamos à Suíça, tudo aconteceu de forma mais serena do que eu imaginava. As conversas foram breves. Minha família parecia levemente atordoada com a grandiosidade do lugar, mas estavam felizes. A família de Kairos, como sempre, mantinha a postura impecável — elegantes, contidos, observadores. Passei um tempo entre os dois mundos. Minha mãe segurava minha mão discretamente, como se ainda precisasse confirmar que tudo aquilo era real. A mãe de Kairos falava sobre a programação do dia seguinte, organizada, precisa. Kairos circulava entre todos com naturalidade, mas sempre voltava para perto de mim. Quando nos recolhemos para dormir, eu estava exausta, porém em paz. — Amanhã tudo muda — ele murmurou contra meu cabelo antes de adormecermos. E eu acreditei. ⸻ A manhã seguinte foi digna de um cenário que eu jamais teria imaginado para mim. O café foi servido no jardim principal. O ar estava fresco, limpo, com aquele perfume típico de montanha mis
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