Mia não acordou com a luz do sol. Não foi o silêncio imponente da mansão Blackwolf que a despertou, nem o som distante dos pássaros. Foi o perfume. Uma invasão doce, floral e inebriante que a puxou suavemente do sono. Quando seus cílios tremularam e ela finalmente abriu os olhos, o mundo parecia ter mudado de cor. Eram flores. Não apenas buquês, mas um jardim inteiro transplantado para dentro do quarto. Rosas aveludadas, lírios brancos, peônias exuberantes e tulipas de cores vibrantes. Elas ocupavam o ar, o chão, a cômoda e os parapeitos das janelas, como se a primavera tivesse decidido reivindicar aquele espaço durante a madrugada. Mia piscou, atordoada, sentindo-se pequena diante de tanta beleza. Balões discretos em tons de champanhe flutuavam roçando o teto, fitas de cetim pendiam como cascatas, e a luz do quarto estava difusa, romântica, quase onírica. E então, ela viu os cartões. Pequenos envelopes de papel grosso, espalhados estrategicamente entre as flores e o
Ler mais