77. SÂMIA
A festa de Natal foi a mais linda da minha vida, mas, entre os carinhos recebidos por Haniel durante toda a festa, meu coração estava apertado, pois eu precisava ir embora no dia seguinte. Deixar Talita e Gael sozinhos me angustiava; toda vez que ela me abraçava, esse sentimento aumentava. Fui tão bem recebida que, por mim, nunca sairia dessa família. Voltamos para casa em um grande silêncio. Nos olhávamos, mas eu não sabia como me expressar. Mesmo sendo madrugada, cumpri minha rotina: coloquei Talita para dormir e dei um abraço em Gael. Quando cheguei ao quarto, não senti sono, pois só me restava fazer uma coisa: arrumar a minha mala. Fui guardando devagar cada peça, até Haniel chegar e se deparar comigo e com a mala sobre a poltrona. Frente a frente, tivemos uma conversa sincera. Haniel abriu o coração, dizendo que precisava de mim, e isso era tudo o que eu queria ouvir para também falar do que sentia e me entregar a ele, porque o desejava. Sei o quanto esse homem tem barreiras
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