Valentina entrou no carro sem dizer uma palavra. O silêncio dentro do veículo era pesado, quase sufocante. Rafael entrou logo atrás, ocupando o banco ao lado dela, enquanto Gisele assumia o lugar da frente.Por alguns segundos, ninguém falou.A cidade passava pela janela, mas Valentina mal percebia.A dor continuava ali.Presente.Viva.Mas agora ela tinha um lugar diferente dentro dela.Não era mais luto.Era combustível.— Marque uma reunião. — disse por fim.Rafael virou o rosto.— Com quem?— Todos os chefes dos territórios.O olhar dela permaneceu fixo à frente.— Algumas coisas vão mudar a partir de agora.Rafael assentiu imediatamente.— Será feito.Os dois dias seguintes passaram como um borrão.Valentina quase não dormiu.Passava horas trancada no escritório, cercada por documentos, mapas, relatórios e nomes. A cada informação recebida, uma nova peça era encaixada naquele tabuleiro que agora pertencia a ela.Na segunda noite, o escritório permanecia iluminado apenas pelas luz
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