Capítulo 235 — O último PedidoJosé AlvesO silêncio do quarto, agora que estávamos sozinhos, parecia gritar tudo o que eu precisava dizer e não tinha coragem. Olhei para Athena, tão frágil naquela cama, mas tão forte em espírito, e senti meu peito transbordar.Caminhei até ela e segurei seu rosto com as duas mãos, deslizando meus polegares por suas bochechas.— Eu nunca amei ninguém até conhecer você, Athena. — confessei, a voz rouca. — Naquele dia, no apartamento do Atlas... eu era o cara fodido da história. O errado. O problema. Mas quando eu coloquei os olhos em você, algo dentro de mim gritou. Eu não sei explicar, mas eu soube ali que você seria minha.Ela sorriu, os olhos brilhando, e eu continuei, precisando que ela entendesse a profundidade disso.— Você tem essa bondade... esse jeito de fazer o bem sem olhar a quem. Você me defendeu, cuidou de mim sem se importar com quem eu era ou o que eu tinha feito. E depois vieram os sorrisos, as mensagens...Inclinei-me, roçando meu nar
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