Capítulo 38 VicenzoAurora dormiu em meus braços, mas o sono não veio para mim. Fiquei ali, ouvindo a respiração dela, o som suave que me lembrava que, apesar de tudo, ainda existia um pedaço de paz no meio do caos.Do lado de fora, a cidade despertava devagar, e eu observava a luz da manhã invadir o quarto, desenhando sombras sobre o chão de mármore.Minha mãe voltou para a mansão, algo em mim se recusa a voltar para lá. Henrique insiste, diz que eu deveria estar mais presente, mas ele não entende.Não é descaso. É autopreservação. Posso cuidar dela de longe, pagar os melhores médicos, enfermeiros, vigiar cada detalhe, sem precisar respirar o mesmo ar que me feriu por tanto tempo.Aurora acordou pouco depois das sete, sonolenta, o cabelo bagunçado e aquele olhar calmo que me encanta. Senti vontade de beijá-la, mas o toque do meu celular interrompeu o momento.O nome na tela, Enrico Colombo, me fez endireitar na cadeira.Ele não era um detetive qualquer. Colombo era o tipo de policia
Ler mais