POV IsabelaO juiz de paz era um homem de fala mansa, cujo sorriso sugeria que ele já vira muitos casais passarem por ali, mas nenhum com a intensidade que via em nós. Ele começou o rito. As palavras sobre "honra" e "fidelidade" não soaram como obrigações religiosas pesadsa, mas como uma promessa prática, quase uma extensão do nosso trabalho diário na Vanguarda.Quando chegou o momento dos votos, eu não precisei de cartões. As palavras estavam gravadas na minha alma, forjadas por tudo o que superamos.— Leonel — comecei, olhando-o nos olhos, ignorando a leve trepidação na minha voz. — Nós nos conhecemos nas sombras de uma vida que tentava nos destruir. Eu te conheci como o assessor, a guarda, e você me conheceu como a vítima. Nós vimos o pior um do outro. Vimos o desespero, a ganância, o medo e a destruição de tudo o que achávamos ser o nosso mundo. Mas, mesmo diante da escuridão, você escolheu me proteger, e eu escolhi lutar ao seu lado. Hoje, eu não te prometo apenas amor. Eu te pr
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