Um mês depoisPOV IsabelaUm mês se passou desde que o martelo do juiz selou o destino de Daniel e o desonroso legado de Álvaro Costa foi finalmente enterrado. O tempo, que antes corria como uma contagem regressiva para o meu próprio desastre, agora parecia apenas um fluxo sereno, uma correnteza que eu finalmente aprendi a navegar sem medo de me afogar.O escritório da Lacerda Engenharia, ou o que restava dele, parecia um ambiente estranho, quase alienígena. As fotos de Daniel, os troféus de Álvaro, aquela atmosfera pesada, carregada de segredos e medo, tinham sido eliminadas. Em seu lugar, eu instaurara uma obsessão quase cirúrgica pela clareza: vidro, luz natural e uma ordem que refletia o que eu agora carregava dentro de mim. Naquela noite, a sala da presidência estava silenciosa, mas era um silêncio de paz, não de opressão.O processo de desconstrução dos nomes "Lacerda" e "Costa" fora como uma cirurgia de grande porte. Cada placa, cada contrato, cada vínculo societário que unia
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