Isabela AndradeSexta-feira, 30 de setembro de 2022 — NoiteO som suave da música ecoava pelo grande salão de, misturando-se ao murmúrio polido da alta sociedade europeia. A noite do vernissage finalmente chegara, e a galeria transbordava elegância. Colecionadores de arte, críticos renomados e investidores circulavam com taças de champagne em mãos, atentos às obras que ali estavam expostas.Eu vestia o vestido verde-esmeralda de gola alta e costas nuas, sentindo a seda pesada cair com fluidez ao redor das minhas pernas. Sem joias ostensivas, sem a sombra de um noivado de conveniência. Eu não era a noiva fantoche de ninguém, eu era apenas eu, a artista que nasci para ser, que agora não deixar mais nenhum filho da puta se aproveitar.Nunca fui uma mulher áspera, nem de falar palavrões, mas esse momento, em especial, tem feito com que eu reagisse de formas que jamais imaginei. Peguei uma taça de champanhe, e segui para os painéis.— Isa! — a voz abafada de Rebeca veio do corredor lateral
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