Enzo permaneceu imóvel por alguns segundos, encarando as duas mulheres à sua frente. O silêncio que tomou conta da cafeteria ficou pesado, difícil, quase sufocante. Quando finalmente falou, sua voz saiu baixa e controlada demais, daquele tipo que costuma ser mais perigoso do que um grito.— O que está acontecendo aqui?Eduarda imediatamente olhou para Alana, como se procurasse autorização para responder, como se soubesse que aquela explicação não pertencia a ela. Alana respirou fundo. O coração batia tão forte que chegava a doer.— Estamos encerrando um assunto.Os olhos de Enzo escureceram.— Uma aposta, né?O silêncio respondeu antes que qualquer uma delas pudesse falar. Eduarda foi a primeira a tentar consertar a situação.— Enzo, você não está entendendo. Calma. A Alana pode explicar. Foi uma idiotice. Uma enorme idiotice.Alana abaixou os olhos.— Sim. Fomos imaturas.Enzo soltou uma risada sem humor. Uma daquelas que machucam mais do que qualquer grito. Então balançou a cabeça l
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