A noite pairava sobre a vila Bellandi como um manto pesado e opressor. Lá fora, o vento uivava pelos jardins, sacudindo as árvores com uma fúria contida.Svetlana estava recostada na cama, envolta em lençóis de linho macio, o corpo ainda fraco, mas a mente em constante alerta. A poucos metros, Dante estava sentado em uma poltrona de couro escuro, com o jantar à sua frente, cortando a carne com a precisão meticulosa de um homem que não deixava nada ao acaso.—Por que não me contou que meu pai estava aqui? —perguntou Svetlana, a voz um sussurro que mal rompeu o silêncio.Dante deixou o garfo sobre o prato com um leve clique e ergueu o olhar para ela. Seus olhos, escuros como a tempestade que ameaçava no horizonte, cravaram-se nos dela.—Para ser sincero… —exalou lentamente, como se escolhesse as palavras com cuidado—, a princípio, não pensei em permitir que ele te visse.Svetlana franziu a testa.—Por quê?—Porque não sabia como você reagiria. —Reclinou-se na poltrona, flexionando um jo
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