A notícia se espalhou rápido demais para ser coincidência.Não veio como proclamação oficial, nem como boato grosseiro. Veio em sussurros bem posicionados, em palavras cuidadosas ditas nos lugares certos.Fenrir.O nome ecoava em tavernas, corredores militares, salões nobres e postos de fronteira. Não como ameaça — mas como promessa.Céline percebeu isso ao caminhar pelo castelo naquela manhã. Não houve hostilidade aberta. Pelo contrário. Havia reverência demais. Silêncios longos. Olhares que avaliavam, mediam, decidiam.Ela não era mais apenas uma consorte humana.Era um símbolo em disputa.— Estão escolhendo lados — murmurou ela, ao alcançar Auren no terraço elevado.Ele observava o pátio abaixo, onde soldados treinavam. Tudo parecia normal. Demais.— Estão testando limites — respondeu ele. — Os meus.Fenrir estava quieto.Não ausente. Quieto demais.Céline sabia que aquilo era pior.— Eles não querem uma guerra agora — ela disse. — Querem te empurrar até que você seja forçado a esc
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