Ponto de vista de Vitória.Os passos leves de Francesca ecoaram pelo piso de madeira, aproximando-se da poltrona onde eu estava encolhida. Mantive as pálpebras coladas, controlando a minha respiração para parecer o mais natural possível, embora o meu peito subisse e descesse com pressa. “Por favor, não perceba nada”, roguei mentalmente, sentindo o suor frio brotar na minha nuca. — Ah, que bom que não acordei as crianças — murmurou ela, num tom baixo. Abri os olhos devagar, piscando algumas vezes para simular uma transição realista do sono para a vigília. — Me desculpe, dona Francesca, acho que o cansaço me pegou — justifiquei, ajeitando a postura e limpando o canto do olho. — Não precisa se desculpar, cara mia, você trabalha duro — respondeu ela, caminhando até a mesinha. Meus olhos acompanharam o movimento da governanta enquanto ela estendia a mão e recolhia o celular de cima do móvel. Francesca olhou para a tela por alguns segundos, deslizando o polegar pelo visor com
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